Tentativa de homicídio pode responder em liberdade? Entenda quando isso é possível Advogado no ABC PAULISTA
- Criado em 27/11/2025 Por BIANCA FONSECA MURTA E SILVA
Tentativa de homicídio pode responder em liberdade? Entenda quando isso é possível
A pergunta “quem responde por tentativa de homicídio pode ficar em liberdade?” é uma das mais comuns no Direito Penal — tanto por parte dos acusados quanto de familiares que buscam entender o que pode acontecer após a prisão.
A resposta é: sim, é possível responder em liberdade, mas isso depende de diversos fatores jurídicos, como a forma como o crime ocorreu, a existência (ou não) de requisitos para a prisão preventiva, os antecedentes do acusado e as circunstâncias do caso.
Neste artigo, vou explicar, de maneira clara e técnica, em quais situações o investigado ou réu por tentativa de homicídio pode responder ao processo solto, e quando a prisão preventiva costuma ser mantida.
A tentativa de homicídio é crime grave, mas nem sempre exige prisão preventiva
A tentativa de homicídio está prevista no art. 121 c/c 14, II, do Código Penal e é considerada um crime grave. Porém, a gravidade do crime não basta, por si só, para justificar uma prisão.
A Constituição Federal determina que ninguém pode ser preso antes da condenação, salvo em flagrante delito ou por ordem judicial fundamentada.
Ou seja:
A prisão não é automática. A liberdade é a regra. A prisão preventiva é exceção.
Quando o investigado pode responder em liberdade?
O juiz pode conceder liberdade provisória ou substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas quando não estiverem presentes os requisitos do art. 312 do CPP.
Isso significa que, mesmo em casos de tentativa de homicídio, o acusado pode responder solto quando:
1. Não houver risco à ordem pública
Se os fatos não indicarem periculosidade concreta, planejamento, crueldade extrema, ameaça a testemunhas ou uso de arma de fogo de forma que indique alto risco, a liberdade costuma ser autorizada.
2. Não houver risco à instrução criminal
Se o acusado não estiver intimidando testemunhas, destruindo provas ou tentando obstruir a investigação.
3. Não houver risco de fuga
Quando o acusado tem residência fixa, trabalho e vínculos familiares, os juízes consideram que ele não pretende fugir.
4. O réu for primário e com bons antecedentes
Réus primários, sem histórico criminal, com vida social estável, têm maior chance de responder soltos.
5. O caso permitir medidas cautelares ao invés de prisão
O juiz pode liberar o investigado e aplicar medidas como:
uso de tornozeleira eletrônica
proibição de contato com a vítima
comparecimento periódico em juízo
recolhimento domiciliar noturno
proibição de frequentar determinados locais
Essas medidas substituem a prisão quando são suficientes para garantir a segurança do processo.
E quando a prisão é mantida?
A prisão preventiva costuma ser mantida quando há elementos concretos mostrando risco real se o acusado permanecer solto.
Isso ocorre, por exemplo, quando há:
1. Atenuantes que indicam alta periculosidade
Uso de arma de fogo com intenção homicida clara, tentativa premeditada, agressões brutais ou anterior histórico de violência.
2. Ameaças ou risco à vítima
Se o acusado já ameaçou a vítima antes ou após o crime, especialmente em casos de violência doméstica, a prisão é mantida.
3. Risco de interferência nas provas
Tentativas de intimidar testemunhas, sumiço de arma usada no crime, manipulação de provas etc.
4. Fugir ou dificultar sua localização
Se o investigado tentou fugir, se escondeu ou não se apresentou voluntariamente.
É possível pedir revogação da prisão ou habeas corpus
Mesmo quando a pessoa é presa em flagrante, a defesa pode pedir a liberdade por meio de:
Pedido de relaxamento de prisão (se for ilegal)
Pedido de liberdade provisória
Pedido de revogação da preventiva
Habeas corpus perante o Tribunal
O advogado criminalista analisa o caso, demonstra a ausência dos requisitos da prisão e prova que o acusado não oferece risco ao processo ou à sociedade.
A Dra Bianca Murta é referência em habeas corpus e na defesa da liberdade dos moradores do ABC Paulista, com escritório físico localizado na Cidade de São Bernardo do campo.
Uma advogada especializada em defesa da liberdade como a Dra Bianca Murta, que é inscrita na OAB/SP sob o número 483.460 é membro de diversas comissões da OAB, pode fazer toda a diferença na manutenção da sua liberdade.
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Conclusão: não significa prisão automática
A tentativa de homicídio é um crime grave, mas a legislação brasileira determina que:
-A liberdade é a regra
-A prisão antes da condenação é excepcional
-Cada caso é analisado individualmente
Portanto, sim, é plenamente possível que o investigado responda em liberdade, dependendo das provas, circunstâncias e perfil do acusado.
Se você está lidando com um caso como esse, a orientação imediata com um advogado criminalista é fundamental para proteger os direitos do acusado e garantir que não haja abuso ou prisão indevida.
Advogado criminalista no ABC e para toda São Paulo fale com a Dra Bianca Murta
