Resumo Este artigo defende a inclusão da literatura nacional como disciplina obrigatória nas faculdades de Direito, com ênfase no Direito de Família e Sucessões. Partindo da obra Olhai os Lírios do Campo, de Érico Veríssimo, analisa-se a trajetória de Eugênio, personagem que troca a busca desenfreada por riqueza material pelo afeto e pela simplicidade, mas que perde o tempo precioso ao lado de quem ama. Tal narrativa evidencia a necessidade de o operador do Direito compreender a dimensão humana das lides, divórcios, inventários, pedidos de alimentos, para além da técnica jurídica. Argumenta-se que nenhum jurista rivaliza com Machado de Assis, Clarice Lispector, Drummond ou o próprio Érico na arte de expor sentimentos e dores. O artigo questiona se os advogados de Família e Sucessões estão preparados para o “direito humano dos direitos” e para dizer “sim à vida”, conforme propõe Nietzsche. Aponta-se a desvalorização profissional e a desunião da categoria…
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