Resumo Este artigo aprofunda a crítica ontológica a Miguel Reale e Martin Heidegger utilizando o conceito de “amor fati seletivo” como operador de superação. Demonstra-se que a tridimensionalidade realeana, ao laicizar a tríade integralista em Fato, Valor e Norma, constitui uma ontologia do Em-si que aprisiona o sujeito no passado e exclui o projeto. Demonstra-se, ainda, que o “Dasein” heideggeriano, centrado na angústia e na decisão solitária, é estruturalmente incapaz de reconhecer o cuidado concreto como fundamento do existir humano. A tese do amor fati seletivo, articulando Nietzsche e Sartre, dissolve ambas as ontologias ao distinguir facticidade e projeto, reinscrevendo o cuidado como critério ontológico de seleção entre o que deve retornar e o que deve morrer em nós.Palavras-chave Amor fati seletivo. Ontologia. Facticidade. Projeto. Cuidado concreto. Reale. Heidegger. Nietzsche. Sartre.Abstract This article deepens the ontological critique of Miguel Reale and…
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